Mulheres brindando com cerveja. Onda de calor aumenta consumo de cerveja em SP: insights Zig

Bares e Casas Noturnas

18 de maio de 2026

6 minutos de leitura

  • O que o estudo da Zig analisou sobre o consumo de cerveja no calor
  • O contexto climático: por que o calor extremo altera a demanda
  • Mais do que volume: como o calor aumenta o consumo por pessoa
  • Mudança de horário: calor antecipa o consumo de cerveja
  • Impactos práticos do aumento do consumo de cerveja em períodos de calor
  • Tecnologia e dados para lidar com o aumento da demanda
  • Por que entender que o calor aumenta consumo de cerveja é estratégico

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Calor aumenta consumo de cerveja: o que os dados da Zig revelam sobre o novo comportamento urbano

Com ondas de calor cada vez mais frequentes nas grandes cidades, o consumo fora do lar passa a responder diretamente às altas temperaturas. Em São Paulo, esse movimento deixa de ser percepção e se consolida nos dados: o calor aumenta consumo de cerveja e influencia de forma concreta a dinâmica de bares e restaurantes.

Um estudo inédito da Zig, baseado em dados reais de consumo, mostra que o impacto do calor extremo vai além do aumento de volume. Ele altera quando as pessoas consomem, intensifica a quantidade consumida por pessoa e exige decisões operacionais mais rápidas e precisas por parte de gestores e donos de bares e restaurantes.

O que o estudo da Zig analisou sobre o consumo de cerveja no calor

A análise comparou o consumo de cerveja em São Paulo entre os dias 20 e 31 de dezembro de 2024 e 2025, período marcado por uma onda de calor intensa no fim de 2025. Para garantir uma leitura precisa e sem distorções, o estudo utilizou diferentes camadas analíticas.

O principal recorte foi a análise like-for-like, que considera apenas os estabelecimentos ativos nos dois anos, eliminando efeitos de expansão ou retração da base. Além disso, os dados foram avaliados sob a ótica de volume total, receita e consumo per capita, indicador que revela a intensidade de consumo por consumidor ativo.

Ao todo, foram analisados dados de mais de 800 estabelecimentos e aproximadamente 240 mil consumidores, com foco específico na capital paulista, a partir de transações processadas pela Zig.

O contexto climático: por que o calor extremo altera a demanda

O contexto climático é central para interpretar os resultados. Em 2025, São Paulo enfrentou uma onda de calor contínua e persistente, com temperaturas médias cerca de 6 °C acima das registradas no mesmo período de 2024. Em 10 dos 12 dias analisados, as máximas superaram os 33 °C, com pico de 37,2 °C.

No ano anterior, o cenário foi mais moderado, com temperaturas predominantemente entre 25 °C e 30 °C e apenas um dia acima de 32 °C. Esse contraste ajuda a explicar por que o consumo respondeu de forma tão diferente entre os dois períodos.

Mais do que volume: como o calor aumenta o consumo por pessoa

Os números mostram um crescimento relevante no consumo de cerveja em 2025. O volume total passou de aproximadamente 619 mil para 789 mil unidades, representando um avanço expressivo no comparativo anual.

O dado mais estratégico, no entanto, aparece no consumo per capita. Mesmo com redução no número de estabelecimentos ativos e menor circulação de consumidores, cada pessoa consumiu mais. O consumo médio por consumidor subiu de 5,52 para 5,80 unidades, movimento que também se confirma na análise like-for-like.

Isso indica que o crescimento não foi impulsionado por abertura de novas casas ou por estratégias agressivas de preço, mas por maior intensidade de consumo, um fator que impacta diretamente giro de estoque, ticket médio e planejamento operacional.

Mudança de horário: calor antecipa o consumo de cerveja

Outro achado relevante do estudo é a mudança no horário de consumo. Em 2025, o consumo de cerveja passou a ocorrer mais cedo no dia, com crescimento expressivo no período da manhã.

A faixa entre 9h e 11h se consolidou como um dos blocos mais relevantes do dia, superando com folga o desempenho do mesmo horário em 2024. Ao longo do restante do dia, o consumo se distribuiu de forma mais equilibrada, reduzindo a dependência exclusiva do período noturno.

Segundo David Pires, CIO da Zig, esse movimento exige atenção redobrada dos gestores. “Quando temperaturas elevadas se mantêm por vários dias, o impacto não é apenas climático. Ele reorganiza o tempo da cidade. O consumo começa mais cedo e se espalha ao longo do dia, exigindo decisões operacionais baseadas em dados horários precisos”, afirma.

Impactos práticos do aumento do consumo de cerveja em períodos de calor

Para gestores de bares e restaurantes, essas mudanças trazem implicações diretas na operação. A antecipação do consumo exige ajustes práticos no dia a dia do negócio, como:

  • Escala de equipe preparada para horários mais cedo
  • Abertura antecipada de caixas e pontos de venda
  • Planejamento de estoque considerando picos distribuídos ao longo do dia
  • Logística de abastecimento alinhada a períodos consecutivos de calor
  • Atenção redobrada ao mix de produtos e à disponibilidade de bebidas geladas

Outro ponto central é a leitura correta dos dados. Em cenários climáticos extremos, analisar apenas o fechamento diário pode mascarar gargalos ou oportunidades que aparecem em recortes horários específicos.

Tecnologia e dados para lidar com o aumento da demanda

Eventos climáticos extremos já produzem efeitos mensuráveis sobre o consumo urbano. Nesse contexto, a capacidade de monitorar dados em tempo real e analisar padrões de horário deixa de ser diferencial e passa a ser necessidade.

Soluções de gestão de consumo permitem identificar mudanças de comportamento rapidamente, ajustar operações com mais precisão e reduzir riscos associados a decisões baseadas apenas em percepção. Para bares e restaurantes, isso significa mais previsibilidade e eficiência operacional.

Por que entender que o calor aumenta consumo de cerveja é estratégico

Os dados da Zig mostram que ondas de calor não impactam apenas o conforto térmico das cidades. Elas transformam hábitos, antecipam o consumo e aumentam a intensidade com que as pessoas consomem fora de casa.

Para gestores de bares e restaurantes, compreender esses movimentos é essencial para otimizar a operação e capturar novas oportunidades. Em um cenário cada vez mais influenciado por fatores externos, decisões orientadas por dados se tornam um diferencial competitivo.

Insights como esses ajudam negócios a se prepararem melhor para contextos cada vez mais desafiadores. Fale com a Zig e descubra como integrar inteligência de dados ao dia a dia da sua operação.